Era dia de festa, todos estavam entusiasmados para a grande noite. Concluíam os preparativos com um enorme sorriso estampado no rosto... Pareciam animadamente felizes, mas tão felizes quanto sei lá o quê.
Era obrigada a ver tudo aquilo como se fosse à coisa mais natural do mundo (pode ser que seja, mas, pra mim: não era mesmo!).
Só de pensar que um dia eu também fui feliz e também estampava um lindo sorriso no rosto. Eu chegava a ficar com raiva das pessoas, só porque elas estavam felizes. Enquanto o mundo todo comemorava ‘felicidade’, eu só tinha mesmo era que me queixar da dor que eu sentia. Doía no peito, sangrava a alma...
Talvez você esteja se perguntando: “-Por que ela se queixa tanto da vida?!”.
Não me queixo da vida. Pelo contrário, todo dia agradeço a Deus por estar viva (afinal: ‘Por pior que seja a vida, não é tão ruim quanto à morte! ’.) e, apesar dos apesares, fico feliz por ter uma família, o pão de cada dia em minha casa, e, o mais importante: saúde.
Mas pense comigo: Do que vale a vida se em torno dela não existe harmonia? O que interessa na família se ela não te respeita te menospreza, te exclui, te rejeita e, até, te nega à razão de moral? Do que vale às amizades se não se pode confiar e/ou contar com ninguém? Do que vale uma pessoa se ela não existe para as outras pessoas? Do que vale uma pessoa se todas as outras não respeitam seus sentimentos e suas dores? Do que vale a vida?
Agora, pense comigo... Você ainda acha que, pelo simples fato de eu estar viva, sou completamente feliz e não tenho motivo algum pra estar triste?
É meu bem... Nem é sempre bom fazer conclusões precipitadas. Às vezes agente tem que ouvir o que o outro tem pra dizer, pra, depois, dar sua opinião ou crítica.
Amo escrever, e dedico boa parte do meu tempo a isso. Quando me sinto mal uma folha de papel e uma caneta já são o meu remédio. Costumo escrever de acordo com meu humor eu procuro escrever, sem muitos detalhes, sobre a minha vida. Como se fosse eu escrever um livro meu só que cada página em certo lugar.
Confesso que quando estou mal humorada minha vontade é não ver ninguém, ficar trancada em casa, escrever um texto mal humorado, escutar música o dia inteiro ou vê filmes a tarde toda, só para não ter que ouvir nem falar com ninguém, e se alguém vier falar a vontade é responder atravessado ou o famoso “curto e grosso”, ah... Também só queria conversar se fosse com Deus.
Quando me peguei agindo assim, parei pra pensar... Tudo bem! Isso até que é natural nos dias de mau humor, mas o que eu posso fazer pra que ele melhore?! (na medida do possível, é claro!) Me dei conta de como estava usando a música como refúgio, mas também não estava resolvendo nada, uma vez que minha tendência quando estou assim é ouvir músicas pesadas, depressivas... O que além de não ajudar, piora ainda mais.
Assistir filme continua sendo uma boa opção, pois é uma ótima distração. Mas ao mesmo tempo, é um meio de fuga, e que também não resolve as coisas, pois quando filme acaba a realidade retorna com mais força ainda. Não falar com ninguém quando estou assim é o mais saudável, pois dessa forma não corro o risco de “mal tratar” ninguém. Mas por outro lado, perco a oportunidade do dia ficar melhor, uma vez que perco a oportunidade de ganhar um sorriso, um carinho, uma declaração, as palavras certas... Ser “curto e grosso” é a pior das atitudes em um dia de mau humor, afinal de contas, que culpa as pessoas tem? Nenhuma! É um absurdo responder mal alguém porque não estou dando conta de mim mesma naquele dia! Fiquei com tanta vergonha quando me peguei fazendo isso! Mas apesar dos apesares irrita ver tanta gente á sua volta sorrindo feliz da vida enquanto você está ali cheia de problemas pra resolver e os otários ainda ficam fazendo piadinhas de você. É FODA! Por isso que eu prefiro fica sozinha a mal acompanhada!